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sábado, 29 de agosto de 2009
Contrato
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
A dor ensina mesmo alguém?
Lendo o código da inteligência (livro) do Augusto Cury, autor que recomendaria até à um inimigo, passei por um parágrafo um tanto interessante. Uma desmistificação, uma quebra de "parâmetros", apoiados em estudos psicanalíticos, do senso comum e de dizeres que podem até nos fazer acreditar como fossem verdades absolutas. Quem nunca ouviu que o sofrimento amadurece? quem nunca ouviu que o sofrimento traz a experiência? Vai dizer que nunca disseram-lhe que a experiência vem com o tempo? Já ouvi que a experiência é um farol que te ilumina por trás. Quem nunca ouviu que depois de uma determinada decepção ganhamos "imunidade", nos vacinamos? Quanta gente por aí anda se dizendo vacinada para isso ou para aquilo. Anda se dizendo vacinada contra o sofrimento amoroso e contra decepções. Vacinada contra homens cafajestes ou mulheres aproveitadoras. São muitas. A verdade é que não existe o super-homem. E até o super-homem é extremamente sensível e apaixonado pela Lois lane. Enfim, não existe esse heroísmo e, que bom não existir. Na prática clínica, com base em estudos psicanalíticos, o sofrimento, erros, perdas, não amadurecem espontaneamente ser algum, nem o super-homem. Nossa! Mas como ousa dizer isso? Simples!
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A grande maioria das pessoas piora seus níveis de tranqüilidade e serenidade a medida que sofre. O sofrimento, nossos atos mal pensados, as perdas, traições, só nos enriquecem quando intuitiva ou racionalmente trabalhamos dentro de nós essas "experiências" (Cury A.)
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Novamente, Cury cita o senso comum (todos fazemos parte do senso comum): "Quem não aprende com amor, aprende com a dor".
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Sei que é muito mais fácil concordar com opiniões que vão de encontro ao que queremos ouvir ou a nossas próprias opiniões e crenças. Se você é católico, acreditaria sem pensar que os padres horam seus votos de celibato até o fim de seus dias. Que a vida começou da costela de adão e que a bíblia foi escrita por jesus e seus apóstolos. Acontece que não sou católico.
Sempre soube da capacidade que tem a dor
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De acordo com Cury, a dor ensina mas não é excelente mestra. Creio nisso com toda minha inexperiência e senso de gente comum! A dor só se torna uma mestra, nessa função de educar nossas emoções, de nos elevar à um nível superior, quando nós nos tornamos seu mestre. Quando nos interiorizamos, refletimos, desenvolvemos consciência crítica, deixamos de ser deuses e nos humanizamos (Cury).
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Assim, a dor, a famosa dor que ensina queira você ou não, pode te prejudicar e lhe causar traumas irreparáveis.
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Vejo que só se torna mestre quando lançamos um olhar inteligente sobre nós mesmos, quando nos cansamos de buscar a culpa em alguém sempre além dos limites do nosso eu, quando reciclamos nossas emoções, quando separamos o lixo do que interessa, do que pode nos elevar. Vejo o lixo como sendo o ego, o orgulho, o pensamento uniangular, dialético, pequeno, a falta de gerenciamento inteligente do nosso EU. Vejo o lixo opiniões que pedimos muitas vezes sem nem mesmo termos consciência e preparo para abrir situações a seja lá quem for, e acatamos cegamente muitas vezes. Lembre-se que os conselhos que nos são dados vão parar no nosso inconsciente, território bastante capaz de causar muita destruição se você não "gerencia" o seu eu, suas emoções.
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Caso contrário (Quando não a tornamos mestre) a dor produz zonas de conflito, uma plataforma de janelas killers, portanto será inutil, algoz, destruidora. Destrói a busca pela excelência em seus amplos aspectos (Cury).
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Ou seja, caimos nos mesmo erros que cometemos, nos tornamos traumatizados, coitadinhos, perseguidos, sem sorte. Não existe coitadinhos. Não se engane! Desenvolva-se, dê o braço a torcer, suicide o seu ego e afogue o seu orgulho em todas as lágrimas que já derramou. Jogue os dados como sempre jogou e aproveite esse tempo para revolucionar sua maneira de ver a si mesmo e fazer o bem a quem você gosta.
sábado, 22 de agosto de 2009
Amar é cansar-se de estar apenas consigo mesmo. Uma falta de um soberano, uma covardia com o seu próprio reino, sem súditos. É abrir os portões de tróia para sua auto-destruição. É entregar o seu Reino à tropas inimigas, sem luta, sem resistência, sem dedicação.Vejo quase como uma exigência da solidão. Quem se sente só, mesmo que não esteja, precisa amar! Caso contrário, não se sentiria só. Esse sentimento universal, nunca definido, mais conhecido como coração, deveria ser mantido em segredo, e nunca dito tantas vezes em vão! Você não estaria traindo seus sentimentos, nem a você, nem a ninguém. O amor se sente, não se fala, não se traduz
terça-feira, 11 de agosto de 2009
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NÃO DEIXE O AMOR PASSAR
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Carlos Drumoond de Andrade

NADA COMO O TEMPO
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
DESCONHECIDO
Medo ? Não volte...
O medo gera a dúvida, que gera o medo, que te impede de tentar, de correr risco, e este sentimento faz você perder horas sonhando, idealizando, pensando no que fazer e você não realiza nada, não faz nada, fica trancafiado em uma redoma de segurança, até que morre de velhice, sem nunca ter provado o doce sabor da vida porque não acreditou em você, foi pessimista, se julgou insuficiente. Sem nunca saber o que foi que veio fazer aqui. Chegando lá em cima, terá novamente medo de voltar, porque é seguro demais. Como diz, em uma crônica, Fernando Veríssimo: “quem quase morreu está vivo e quem quase vive já morreu”. Não tenha medo do novo, do que não conhece, de experiências novas, se você não precisa disso, não sei o que fazes aqui.
Não deixe que o medo te prive da adrenalina de saltar de bang-jump por receio da corda arrebentar, de para-quedas pensando que algum acidente pode acontecer, ou que alguma peça pode afrouxar ou um urubu pode se chocar contra você. É justamente por isso que é tão gostoso. Só não alimente esse medo quando estiver lá em cima por favor. Não deixe que o medo tire o risco do não, porque a vida não é feita de certezas absolutas. Seja amigo do medo, use-o! tenha medo de perder o medo, mas não tenha medo de perder, pois aí sim, poderá perder muitas coisas!
Os mesmos pilares religiosos

Thomas Malthus, Economista britânico que já foi pastor da igreja anglicana e professor de economia política pelo colégio das índias orientais, famoso por estudar populações, disse que o excesso populacional era o responsável por todos os males da sociedade. Ficou famoso, mais uma vez, ao dizer que a população crescia em progressões geométrica, enquanto os alimentos cresciam em progressões aritméticas. Aí, propôs o controle populacional como única forma de restringir os agravos à sociedade do velho continente. Acreditava que quaisquer que fossem as melhorias no padrão de vida de uma grande massa de população, esta era temporária. Pois a melhoria dos padrões de vida, propiciariam o crescimento populacional, inevitavelmente. E isso, era apontado como o limitador de uma melhoria. A intenção era tentar prevenir a praga da fome, que seria uma realidade se não houvesse o controle populacional. Malthus em seus ensaios vislumbrou um possível controle populacional pela fome, onde haveria competições e guerras por alimentos. Nada dessa teoria foi confirmado, embora tenha inspirado cientistas como Darwin a chegar à algum lugar. Porém, Hoje, sabemos que a redução dos núcleos familiares, do número de filhos por casal, favoreça uma melhor distribuição de renda e uma maior preservação dos recursos naturais de um planeta que agoniza. Vale dizer que a teoria populacional de Aalthus foi estudada numa Europa de 200 anos atrás, o verdadeiro velho continente. O Brasil ainda era colônia, não havia democracia e as pessoas morriam simplesmente por um ínfimo corte no pé. Os tempos eram outros. Isso foi há muito tempo! Não se engane, ainda vivemos sobre as mesmas colunas de irracionalismo religioso que àquela época. Não pode a ciência nem ao menos tentar curar, não há espaço em nosso país cristão. Ainda herdamos os preceitos religiosos judaico-cristãos, que foram passados da Grécia antiga à Europa, colonizadora das Américas. Ainda somos catequizados como os índios eram nas colônias. Acredite, a igreja de nosso Brasil é contra a pílula e contra a camisinha! É contra a pílula do dia seguinte! É contra e pronto e acabou! Em janeiro de 2005, a arquidiocese do rio pediu a proibição da distribuição da pílula do dia seguinte, que foi acatada pelo prefeito César Maia. O prefeito cancelou a distribuição do medicamento na Rede. Algumas organizações religiosas, como a provida Família (acredite elas existem e são bem influentes!) apoiaram a decisão de Maia alegando que a popularização da pílula é coisa desses grupos que tentam legalizar o aborto! Não querendo discutir aborto, início da vida ou crenças pessoais neste momento, a Sociedade internacional de GO (ginecologia e obstetrícia) considera gravidez a partir da implantação do óvulo fecundado na parede uterina. Como disse à época o secretário de assistência a Saúde Jorge Solla "A pílula não causa abortamento. Como diz o nome, é de emergência, e trabalhamos para sejam usados contraceptivos de rotina”. Tomem suas conclusões. E agora lhes pergunto, de onde vem essas proibições? Vem da Grécia Antiga, onde a expectativa de vida era de no máximo 30 anos e ter filhos era um bem social o qual o estado estimulava. Era visto como uma riqueza. Eram mais soldados para batalhar.
Mal do século?
Solidão
O poeta Renato russo, já disse, certa vez, do alto de sua genialidade: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Para um bom observador contemporâneo, é fácil ver que a solidão não é deste tempo, mas inerente ao existir. Renato Russo pode estar certo, mas existem outros grandes mals. Nenhum mal é tão maior quanto a fome e a miséria. Talvez a maior desgraça que se abate sobre a humanidade em tempos onde há tanta oferta por alimentos. Gosto bastante dos pontos de vista do Arnaldo Jabour, livre de qu
alquer pudor lingüístico, embebido de malícias, humor, cinismo e sensatez, que nos levam, quase sempre, achar ao fim de tudo, que tudo é caos, e não há mais nada o que se fazer. O Difícil é descordar de suas colocações. Disse, certa vez, em “estamos com fome de amor” que estamos carentes de andar de mãos dadas, de receber carinho e doar sentimentos, sem esperar nada
Mas o que seria essa tal solidão? O significado, no Dicionário da língua portuguesa, diz ser um estado de sentir-se ou de fato estar só. Mas, acho que antes de tudo, é um estado interno e, como descreve a psicologia, consiste em sensação de que algo está faltando. E é essa sensação de falta, que não é saudade, que conduz ao caos de Arnaldo Jabour, e personifica o “grande mal do século” de Renato Russo, onde a solidão é morada intransponível, e não uma fase ultraromântica da literatura. A solidão a que Renato Russo se refere é a aquela de corações em que sobra espaço demais ( pode ser com alguém ocupando), ou solidão de um coração vazio (o coração que tem saudade até do que não conhece, o coração triste!). Indo mais além, acho que a solidão tem mais haver com ausência de amor. Assim como existem pessoas incapazes de amar (talvez porque não aprenderam a se amar ainda), acredito nisso, também existem as pessoas que não sentem esse abismo ou esse espaço livre demais no coração.
São poucas...
Hoje em dia o amor já não tem mais tanto valor. É incrível como desacreditam no amor, como sentem vergonha de dizer a um amigo que, está amando, apaixonado. Acham antiquado, démodé. Tem homem dizendo por aí que quer só é cumê! Como o homem neste ultimo século se tornou incapaz de amar! Nunca é tarde pra entender isso! É uma peça de uma engrenagem que não pode parar, que não pode parar pra sentir, porque sentir, faz perder tempo, faz parar a produção. Há! Antes de pensar nisso, quero me formar! Ainda não é hora, tenho que terminar isso ou aquilo! E o homem esqueceu como sentir. E todos já não sentem mais. Nesses tempos nunca gastou-se tanto tempo tentando retardar o tempo. São legiões de sozinhos malhando nas academias para parecer mais novo do que se é, esperando o botox na sala de espera, marcando a angioplastia e as plastías. É uma caçada tremenda quando chega o final de semana e todos saem à noite, na falsa intenção de encontrar alguém capaz de costurar apenas uma parte no rasgo feito por essa nossa “moderna” sociedade, que não sente. "É a famosa colcha de reatalhos"..
A solidão, não há duvidas, vem nos últimos anos fazendo parte da vida de muitas pessoas no mundo. Mas é preciso antes, entender o que é a solidão, e porque ela aparece, bem como diferenciá-la de depresão, ansiedade, fobias sociais, e a vontade pessoal de isolar-se de uma sociedade, ou adquirir independência ao ir morar sozinho ou sair da casa dos pais, para não confundi-la com algo ruim. A solidão nada tem haver com depressão ou ansiedade, porém a recusa a novas amizades, o excesso de trabalho e a pressão do dia a dia te forçando a entrar em uma espécie de “jogo” podem favorecer o seu aparecimento. É claro que iríamos muito longe se começarmos a discutir tema tão complexo e com tão poucos dados confiáveis de estudos. Pessoas com maior convívio social, com maiores relações interpessoais, tem menores chances de tornarem-se depressivas ou portadoras de síndromes de ansiedade. Todo esse isolamento gerou um quadro psíquico sem precedentes. O rivotril, é a droga mais vendida no mundo (sem falar no mercado informal) e não é a tôa. Uma das piores perturbações que essa tal solidão traz é o tédio, fundamental na engrenagem de ciclo que retroalimenta a própria solidão. O tédio não é sentir que que aquele domingo vendo Faustão está um fracasso. O tédio é um sentimento onde não consegue-se ver uma razão para existir, ou não saber bem o porque ou por quem continuar existindo. Quanto mais isolado, mais se isola o ser humano. E o que falar do alcoolismo, depressão, vício no uso de drogas? São sintomas do fracasso. Do fracasso das relações entre as pessoas.
Esses Sites crescem assustadoramente para todos os lados, nunca houve tanta gente em sites de relacionamento, nunca se gastou tão pouco tempo para ter um amigo (basta um clique), as emoções não são mais verdadeiras, não se vai mais a casa do amigo, não olhamos mais em seu rosto, não conhecemos mais o seu rosto. Os bonequinhos do MSN é que podem dizer se você está triste, zangado, chorando ou com sono! Você já não é mais você, e nem se deu conta disso, está se tornando menos você. O que foi feito pra aproximar você de seus amigos do trabalho, da época de escola, faculdade, faz você perder a chance de ligar, escutar a voz e o timbre da adrenalina e emoção porque você ligou. Quanto tempo do seu dia você perde, dedicando a pessoas que nunca viu, e que muitas vezes conta até suas intimidades? (que sabem quase tudo da sua vida) E o Orkut anda bastante em alta! Comunga e reúne a legião dos solitários em comunidades como “quero um amor pra vida toda”, “Cansei! O amor que me encontre”, “quero dar o golpe do baú”, “quero seu dinheiro não seu amor” e “enquanto não encontro o certo me distraio com os errados”. Mas o que isso tem haver com solidão? Eu disse, tome suas próprias conclusões! Talvez haja uma solidão a qual não podemos fugir muito, é como essa tal de globalização que eu aprendi na oitava série.... Temos que aceitar o problema que estamos vivendo, afinal a questão é séria! Rodrigo, é uma Aldeia Global como dizia a maria lúcia, minha antiga professora da escola.
Mas essa tal solidão, fez muita gente olhar pra dentro de si, refletir, sobre a própria condição de estar só, sobre a realidade de que a melhor companhia que há é a de nós mesmo.
Pode fazer você alavancar sua vida e seu modo de pensar, se usar positivamente deste momento tão seu. Na verdade, a solidão é um estado de estar apenas consigo, ou ancorado em si mesmo em meio à uma multidão. É uma qualidade saber usá-la para fortalecer a sua base, suas crenças, seus objetivos, desenvolver idéias novas. A idéia de estar só, pode ser considerada, assim, uma ilusão. Saber ter sua própria companhia e sentir-se bem acompanhado por si mesmo é uma virtude, e não um anti-socialismo ou individualismo.
Muitos poetas, filósofos, pensadores e cidadãos comuns conseguiram crescer em estados de solidão, pois são momentos únicos, onde existe apenas você, e mais ninguém.
A noite ascendeu as estrelas porque tinha medo da própria escuridão. Seria pelo medo de sentir-se só que Mario Quintana disse isso ? À solidão pode ser atribuída à muitas das melhores poesias de Vinícius de morais, como a que diz “Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão.. abre os teus braços, meu irmão, deixa cair [...] Eu francamente já não quero nem saber de quem não vai porque tem medo de sofrer, pra que somar se a gente pode dividir?” . Clarice Linspector, ora se transvestia de sua solidão, ora lhe fazia de companhia, para que pudesse se enfrentar, se sentir a vontade com o seu nada interior, e ao mesmo tempo plena de tudo. Florbela Espanca, a qual conheço pouco mais que a capa de um seus livros de poemas, nunca teve alguém que amasse em sua vida e, que vivera sozinha, não por gosto, e sim porque aprendeu a viver só. Nietsziche já disse odiar quem lhe rouba a solidão, sem ao menos lhe oferecer uma boa companhia. Assume aí, verdadeiro gosto por estar melhor acompanhado por si mesmo. Para William Shakespeare disse: sentir-se só é fazer opções por muros, ao invés de pontes.
Construa pontes, primeiro dentro de si, seja o seu melhor amigo, ame-se, escute a si mesmo, incentive suas boas idéias e reflita sobre quem é, e o que lhe faz bem pois, assim, a solidão será um momento esperado e procurado dentro de você.
