Seguidores

segunda-feira, 19 de março de 2018

AMOR NUNCA CONTADO

Amor nunca contado
6 DE MARÇO DE 2017 · SOMENTE EU
Seu olhar já estava sem orgulho e com pouco brilho, seu amor, já não olhava numa mesma direção, sua agonia só aumentava. Ela sabia que não era assim que as nuvens paravam no céu. O céu também não gostava daquelas nuvens cinzentas. Sabia que não agüentaria muito mais, tanta distância, ouvir aquela orquestra desafinada que parecia que o maestro havia morrido ou partido sem avisar a ninguém. O príncipe não veio montado a cavalo, o cavalo não era branco, já não havia nenhum cavalo. A música já não tocava mais. Era como se estivesse surda. Não sabia se havia sobrado alguma coisa dela pra sí mesma, gritava o som do coração com a agonia de uma alma desprotegida. Desprotegida pelo sorriso de um maestro, por um príncipe que saiu da imaginação e já não existia. Perdeu a pedrinha da amarelinha quando seus sonhos de infância lhe deixaram..
No escuro da sua razão, queria uma fresta de luz para sair como se sai por uma janela. Nenhum som. Sem encontrar a maçaneta, um feixe de luz ou a pedra que havia perdido, se jogou para acordar de um sonho que começara a ficar ruim. Porque nos sonhos, nem sempre conseguimos fazer o que queremos.
Já não escutava mais nada, porém não parava mais de cantar a partir dali. Queria uma página em branco para voltar a desenhar seu futuro. Queria uma nova estrada numa nova direção e para longe. Queria voltar a sonhar os tempos da amarelinha, os tempos que não havia ponteiro no relógio, que criança não tinha hora pra dormir. Que gato preto e caolho poderiam ser sinônimos de sorte grande..Que o amor dos contos de fada eram realizados e os finais poderiam sim ser felizes. Tempos que não passavam, que o "pra sempre nunca acabaria". Se convenceu então que o pra sempre, uma hora acaba..
A cantoria calada da orquestra desafinada já não a incomodara mais tanto. A música voltaria a ser tocada por outra filarmônica em notas que só ela poderia ouvir. O ritmo seria criado em tempos de carnaval, com notas mais sorridentes, harmônicas.. O maestro voltou a cavalo com uma pedrinha guardada no bolso. Protegida. Trazia com ele uma espécie de amor nunca contado... Mas o amor nunca contado não é o amor que não acontece, o amor dos romances onde o final é sempre trágico? O amor nunca contado é o amor platônico. O amor impossível. Aquele que nunca se realiza pois o medo pelas expectativas criadas impede a realidade. O medo do fracasso que impede a tentativa. O medo da distância. O medo da incerteza do futuro. Ele trouxe esse amor, nunca contado, platônico, impossível e trágico, protegido de todos. O amor machucado de um coração atordoado, machucado pela ausência, pela falta de cuidado.. Todo amor que não acontece é por sí trágico. Amor sem interesse.
O maestro nunca mais seria o mesmo. Jamais encontraria música como aquela que escutara. Andava pelas ruas triste e com a pedra protegida em seu bolso. Não se separava dela por nada. Pensava no amor de verdade, em viver cada segundo como nunca mais, em como suportaria viver longe de uma parte dele, em como caminharia dali em diante sozinho e despedaçado. Se fosse um peixe, o mundo seria um aquário, e ele nadaria para chegar em nenhum lugar dali em diante.. O tempo passava e ele ia se desfazendo nas memórias. Não havia mais a correnteza, nem o vento para levá-lo a algum lugar. A vela foi perdida.. Tudo não seria mais lembrado... Os seus planos foram rasgados, lhe foi dito que outro plano para a sua vida seria o perfeito para ele. O maestro ainda sentia aquele amor do passado e pensava que um dia devolveria aquela pedra para que os sonhos voltassem a serem sonhados, para que o príncipe se materializasse novamente numa vida real.. Que uma princesa pudesse voltar a sonhar. O maestro tinha boa memória e só poderia contar com ela a partir dali...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Um ensaio sobre a passagem



Chegará talvez o dia que passará, talvez um dia talvez três
Mas você sabe que passará, que tudo passa
Que toda ferida cicatriza, queiramos ela ou não
Mas você sabe que passará, que um dia vai passar
Que toda história que não acontece, passará
Mas você sabe que passará, talvez um mês ou talvez seis
Querendo ou não, você sabe que passará, um dia

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Espera...


A espera é sempre a mesma, e vai cada vez sendo convencida que não vale mais a pena esperar..
O tempo passou, a história foi escrita na sua memória e lembre-se dela..

Lembre-se dela enquanto ainda está aí. Lembre-se que esquecimento começa logo, que tudo se esvai assim que não continua, que deixa de ser..

O esforço acaba porque foi pedido e vontade de quem se ama se respeita. Se deixa, se solta, sem orgulho, só pra fazer a felicidade voltar e ter morada em um dos dois.

São horas que a felicidade escolhe um par. Felicidade que outrora andava por entre a gente, não cobrava nada, vivia sorrindo e dormindo de conchinha, fazia graça e pedia atenção!

 Felicidade daquelas que a gente quer de volta, mas não pode ter. Tem que se virar com memórias e rostos apagados, aquela voz no ouvido que só se pode ouvir enquanto dorme, aqueles sonhos que acorda na hora boa e que não se lembra depois de estar de pé.

Aquelas fotos que trazem as lágrimas e os pensamentos do que foi. Enquanto isso, a espera é sempre a mesma, quer se convencer que alguma coisa vai valer a pena por esperar..

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tenho me esforçado por não rir dos homens, das suas atitudes e hipocrisia. Tenho me esforçado por entendê-los.  E não rir de mim. E talvez por isso, por quase odiá-los, e a mim mesmo, me convido à uma compreensão de toda humanidade, a cada dia que saio de casa. E cada vez que faço isso, fico entristecido, lúcido e descontente, cada vez mais.. Somos um rio de erros, que corre, e leva esses mesmos erros, apagando-os da memória, e trazendo outros desacertos fortuitos quando surge um novo dia. Seria nossa nova chance? acordar dia após dia reprogramados? O erro,  a precipitação vem da tentativa. E vamos continuar tentando... Imaginemos algo precioso, como a beleza mais bela, como se não pudéssemos nunca ter visto nada igual! Ter a coragem da contemplação como se tudo fosse novo e nossos olhos capazes de pintar a arte dos detalhes em nossas mentes problemáticas..

sábado, 21 de agosto de 2010

ciranda

Um trecho de algum pensamento, uma parte de algum sentimento
... E como se não bastasse perder o compasso da ciranda, a criança cresceu sem infância. Perdeu a pedrinha da amarelinha. Já não escutava mais nada, porém também não parava mais de cantar. Tinha esperança que fosse ser ouvida por alguém. A criança não sabia mais o que via ou, se o que via, eram seus sonhos ou a realidade da qual sempre fugira. Tinha medo de que fosse ouvida? Não queria sentir a sua realidade. A criança escolheu se calar, assim não precisavam ouvi-la chorar. Era a contoria calada, o grito desesperado e tranqüilo de uma criança conformada.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Onde quer que você esteja, todos nós lidamos com uma única lei, a lei da atração. Esse é “o segredo” do Segredo. Tudo que adentra a sua vida é você, a peça de atração. Você atrai o que pensa, o que está se projetando na sua mente. Do maior desespero vem o maior presente. Você estava lá o tempo todo de olhos bem abertos mas nada conseguia ver. Já pensou nisso? Já pensou que você pode estar fazendo questão de ser limitado? Há muito tempo sabe-se, que o maior poder é o da atração, é a lei mais poderosa do universo. A ação nem sempre gera uma reação, e a reação pode não ser a que você espera. Da Vinci representou em suas pinturas todo esse poder de atração. Van Gogh “se suicidou” e com ele todo seu talento quando a depressão lhe obrigou a colocar em suas telas todo o seu Eu defeituoso, duvidoso e inseguro, suicidou sua genialidade criativa. A lei da atração sempre existiu, desde os primórdios dos tempos. A lei da atração quebra e desmistifica a crendice do destino como alguma coisa “imutável” e planejada. Nada está planejado. É a lei que determina a completa ordem no Universo, cada passagem da sua vida e os pormenores da sua existência. O seu pensamento é que põe em ação e permite que a lei dê forma a toda sua experiência de vida. Para alcançar qualquer coisa, comece eliminando os pensamentos contraditórios. Elimine a dúvida e tenha pensamentos fixos e predominantes no que quer. Dinheiro é o melhor exemplo. Como explicar e fortuna de Sílvio Santos? (Lembre-se que ele começou sendo camelô no Rio de Janeiro). Pensamentos predominates em obter riqueza. Quando ele decola os aviõezinhos no topa-tupo por dinheiro ele está pensando em dinheiro. Quando não quis pagar o valor pedido pelos bandidos quando foi seqüestrado, advinhe? Ele estava pensando em quanto dinheiro iria perder. Quando paga uma tele-sena, está pensando em dinheiro! Quando criou o Banco Panamericano, estava mentalizando as verdinhas! E imagine com o que ele sonha.. E para manter toda a sua “riqueza”, Silvio Santos não permite que pensamentos terríveis de perda invadam a sua mente, ganhem o seu subconsciente e ascendam por mínimas janelinhas killers para o seu “Eu consciente”. A lei da atração é reativa aos seus pensamentos não importa quais eles sejam. Assim cuidado com o que pensas. Pense como se fosse um imã capaz de atrair tudo ao seu encontro. Seus pensamentos são como forças magnéticas.

domingo, 15 de agosto de 2010

divindade da criação

Deus, acreditar nele, ter uma religião. Tudo isso é muito mais simples. O problema é que, inventaram muita estória. Inventaram muitas preocupações que não precisamos ter. E de quem é a culpa? Deixo essa pergunta pra ser respondida numa outra oportunide. Eu, considero-me agnóstico, ou “alguém que admita ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a questão”. Toda a resposta, assim, nasce à minha frente. Admitir que a razão não pode penetrar o mundo sobrenatural diferencia dos que tentam explicar, pela capacidade de afirmar pela razão, a veracidade de uma crença em um Deus. O agnóstico pode ver que não existe razão para crer em um deus, como também pode ser aquele que acredita num deus apenas pela fé. O agnóstico, não é um ateu.

Sempre me considerei agnóstico, mesmo antes de saber a etimologia da palavra (Agnosticismo: deriva da palavra grega "agnostos", formada com o prefixo de negação "a -" anteposto a "gnostos" - conhecimento). Lembro da primeira vez que me “declarei” como tal. Claro, como sempre, vem daquela minha velha mania de buscar a verdade (e não o porque). Entenda por verdade aqui, o mesmo que procurar saber a razão e a realidade dos fatos, não crer só por crer e pronto.

Lembro-me, prefiro não dizer onde li, que a base da fé seria Deus. Para que eu aceite isso como verdade, precisaria saber antes, o que seria “Deus” e, se existe mesmo ou, quantos deles existem. Acho que existe sim, mais de um e que cada um tem o seu. Os novos Ateus atacam a “base” da fé, dizendo que não pode haver mais de um Deus. Eles vão bem mais longe e, é claro, são munidos de argumentos onde, a razão não conseguiria nenhum espaço. Espaço num mundo que não conhecemos, ou que ainda não tenhamos amadurecimento para sermos dignos ou capazes de entender. Espaço que nem sabemos qual é. Espaço onde a razão não poderia explicar nada. Um dos argumentos que usam é afirmar que não há nenhum indício de criação divina no que tange a origem do universo ou de nosso planeta e que não há nenhuma prova concreta de que Deus tenha alguma participação. Também dizem que qualquer inteligência criativa suficientemente sofisticada para projetar algo “só se desenvolve após um longo processo de evolução gradual”. Aceitar que a crença no divino permite o homem criar além da sua razão me parece plausível. Alguém que não acredite que um poder superior pode ser responsável pelo mundo que habitamos, é de sem dúvida um ser humano limitado. Veja como na época do renascimento parecia que havia obra divina em todas aquelas telas. Admita apenas que é possível.