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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os mesmos pilares religiosos


Thomas Malthus, Economista britânico que já foi pastor da igreja anglicana e professor de economia política pelo colégio das índias orientais, famoso por estudar populações, disse que o excesso populacional era o responsável por todos os males da sociedade. Ficou famoso, mais uma vez, ao dizer que a população crescia em progressões geométrica, enquanto os alimentos cresciam em progressões aritméticas. Aí, propôs o controle populacional como única forma de restringir os agravos à sociedade do velho continente. Acreditava que quaisquer que fossem as melhorias no padrão de vida de uma grande massa de população, esta era temporária. Pois a melhoria dos padrões de vida, propiciariam o crescimento populacional, inevitavelmente. E isso, era apontado como o limitador de uma melhoria. A intenção era tentar prevenir a praga da fome, que seria uma realidade se não houvesse o controle populacional. Malthus em seus ensaios vislumbrou um possível controle populacional pela fome, onde haveria competições e guerras por alimentos. Nada dessa teoria foi confirmado, embora tenha inspirado cientistas como Darwin a chegar à algum lugar. Porém, Hoje, sabemos que a redução dos núcleos familiares, do número de filhos por casal, favoreça uma melhor distribuição de renda e uma maior preservação dos recursos naturais de um planeta que agoniza. Vale dizer que a teoria populacional de Aalthus foi estudada numa Europa de 200 anos atrás, o verdadeiro velho continente. O Brasil ainda era colônia, não havia democracia e as pessoas morriam simplesmente por um ínfimo corte no pé. Os tempos eram outros. Isso foi há muito tempo! Não se engane, ainda vivemos sobre as mesmas colunas de irracionalismo religioso que àquela época. Não pode a ciência nem ao menos tentar curar, não há espaço em nosso país cristão. Ainda herdamos os preceitos religiosos judaico-cristãos, que foram passados da Grécia antiga à Europa, colonizadora das Américas. Ainda somos catequizados como os índios eram nas colônias. Acredite, a igreja de nosso Brasil é contra a pílula e contra a camisinha! É contra a pílula do dia seguinte! É contra e pronto e acabou! Em janeiro de 2005, a arquidiocese do rio pediu a proibição da distribuição da pílula do dia seguinte, que foi acatada pelo prefeito César Maia. O prefeito cancelou a distribuição do medicamento na Rede. Algumas organizações religiosas, como a provida Família (acredite elas existem e são bem influentes!) apoiaram a decisão de Maia alegando que a popularização da pílula é coisa desses grupos que tentam legalizar o aborto! Não querendo discutir aborto, início da vida ou crenças pessoais neste momento, a Sociedade internacional de GO (ginecologia e obstetrícia) considera gravidez a partir da implantação do óvulo fecundado na parede uterina. Como disse à época o secretário de assistência a Saúde Jorge Solla "A pílula não causa abortamento. Como diz o nome, é de emergência, e trabalhamos para sejam usados contraceptivos de rotina”. Tomem suas conclusões. E agora lhes pergunto, de onde vem essas proibições? Vem da Grécia Antiga, onde a expectativa de vida era de no máximo 30 anos e ter filhos era um bem social o qual o estado estimulava. Era visto como uma riqueza. Eram mais soldados para batalhar.

Um comentário:

  1. Verdade...
    continuamos com os mesmos pilares religiosos
    apesar de a realidade ser totalmente diferente...
    Resta-nos acreditar que o bom senso guie alguns dos que seguimos, quer a nível político como religioso.

    Fica bem...

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