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sábado, 21 de agosto de 2010

ciranda

Um trecho de algum pensamento, uma parte de algum sentimento
... E como se não bastasse perder o compasso da ciranda, a criança cresceu sem infância. Perdeu a pedrinha da amarelinha. Já não escutava mais nada, porém também não parava mais de cantar. Tinha esperança que fosse ser ouvida por alguém. A criança não sabia mais o que via ou, se o que via, eram seus sonhos ou a realidade da qual sempre fugira. Tinha medo de que fosse ouvida? Não queria sentir a sua realidade. A criança escolheu se calar, assim não precisavam ouvi-la chorar. Era a contoria calada, o grito desesperado e tranqüilo de uma criança conformada.

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