Deus, acreditar nele, ter uma religião. Tudo isso é muito mais simples. O problema é que, inventaram muita estória. Inventaram muitas preocupações que não precisamos ter. E de quem é a culpa? Deixo essa pergunta pra ser respondida numa outra oportunide. Eu, considero-me agnóstico, ou “alguém que admita ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a questão”. Toda a resposta, assim, nasce à minha frente. Admitir que a razão não pode penetrar o mundo sobrenatural diferencia dos que tentam explicar, pela capacidade de afirmar pela razão, a veracidade de uma crença em um Deus. O agnóstico pode ver que não existe razão para crer em um deus, como também pode ser aquele que acredita num deus apenas pela fé. O agnóstico, não é um ateu.
Sempre me considerei agnóstico, mesmo antes de saber a etimologia da palavra (Agnosticismo: deriva da palavra grega "agnostos", formada com o prefixo de negação "a -" anteposto a "gnostos" - conhecimento). Lembro da primeira vez que me “declarei” como tal. Claro, como sempre, vem daquela minha velha mania de buscar a verdade (e não o porque). Entenda por verdade aqui, o mesmo que procurar saber a razão e a realidade dos fatos, não crer só por crer e pronto.
Lembro-me, prefiro não dizer onde li, que a base da fé seria Deus. Para que eu aceite isso como verdade, precisaria saber antes, o que seria “Deus” e, se existe mesmo ou, quantos deles existem. Acho que existe sim, mais de um e que cada um tem o seu. Os novos Ateus atacam a “base” da fé, dizendo que não pode haver mais de um Deus. Eles vão bem mais longe e, é claro, são munidos de argumentos onde, a razão não conseguiria nenhum espaço. Espaço num mundo que não conhecemos, ou que ainda não tenhamos amadurecimento para sermos dignos ou capazes de entender. Espaço que nem sabemos qual é. Espaço onde a razão não poderia explicar nada. Um dos argumentos que usam é afirmar que não há nenhum indício de criação divina no que tange a origem do universo ou de nosso planeta e que não há nenhuma prova concreta de que Deus tenha alguma participação. Também dizem que qualquer inteligência criativa suficientemente sofisticada para projetar algo “só se desenvolve após um longo processo de evolução gradual”. Aceitar que a crença no divino permite o homem criar além da sua razão me parece plausível. Alguém que não acredite que um poder superior pode ser responsável pelo mundo que habitamos, é de sem dúvida um ser humano limitado. Veja como na época do renascimento parecia que havia obra divina em todas aquelas telas. Admita apenas que é possível.
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