Lendo o código da inteligência (livro) do Augusto Cury, autor que recomendaria até à um inimigo, passei por um parágrafo um tanto interessante. Uma desmistificação, uma quebra de "parâmetros", apoiados em estudos psicanalíticos, do senso comum e de dizeres que podem até nos fazer acreditar como fossem verdades absolutas. Quem nunca ouviu que o sofrimento amadurece? quem nunca ouviu que o sofrimento traz a experiência? Vai dizer que nunca disseram-lhe que a experiência vem com o tempo? Já ouvi que a experiência é um farol que te ilumina por trás. Quem nunca ouviu que depois de uma determinada decepção ganhamos "imunidade", nos vacinamos? Quanta gente por aí anda se dizendo vacinada para isso ou para aquilo. Anda se dizendo vacinada contra o sofrimento amoroso e contra decepções. Vacinada contra homens cafajestes ou mulheres aproveitadoras. São muitas. A verdade é que não existe o super-homem. E até o super-homem é extremamente sensível e apaixonado pela Lois lane. Enfim, não existe esse heroísmo e, que bom não existir. Na prática clínica, com base em estudos psicanalíticos, o sofrimento, erros, perdas, não amadurecem espontaneamente ser algum, nem o super-homem. Nossa! Mas como ousa dizer isso? Simples!
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A grande maioria das pessoas piora seus níveis de tranqüilidade e serenidade a medida que sofre. O sofrimento, nossos atos mal pensados, as perdas, traições, só nos enriquecem quando intuitiva ou racionalmente trabalhamos dentro de nós essas "experiências" (Cury A.)
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Novamente, Cury cita o senso comum (todos fazemos parte do senso comum): "Quem não aprende com amor, aprende com a dor".
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Sei que é muito mais fácil concordar com opiniões que vão de encontro ao que queremos ouvir ou a nossas próprias opiniões e crenças. Se você é católico, acreditaria sem pensar que os padres horam seus votos de celibato até o fim de seus dias. Que a vida começou da costela de adão e que a bíblia foi escrita por jesus e seus apóstolos. Acontece que não sou católico.
Sempre soube da capacidade que tem a dor
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De acordo com Cury, a dor ensina mas não é excelente mestra. Creio nisso com toda minha inexperiência e senso de gente comum! A dor só se torna uma mestra, nessa função de educar nossas emoções, de nos elevar à um nível superior, quando nós nos tornamos seu mestre. Quando nos interiorizamos, refletimos, desenvolvemos consciência crítica, deixamos de ser deuses e nos humanizamos (Cury).
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Assim, a dor, a famosa dor que ensina queira você ou não, pode te prejudicar e lhe causar traumas irreparáveis.
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Vejo que só se torna mestre quando lançamos um olhar inteligente sobre nós mesmos, quando nos cansamos de buscar a culpa em alguém sempre além dos limites do nosso eu, quando reciclamos nossas emoções, quando separamos o lixo do que interessa, do que pode nos elevar. Vejo o lixo como sendo o ego, o orgulho, o pensamento uniangular, dialético, pequeno, a falta de gerenciamento inteligente do nosso EU. Vejo o lixo opiniões que pedimos muitas vezes sem nem mesmo termos consciência e preparo para abrir situações a seja lá quem for, e acatamos cegamente muitas vezes. Lembre-se que os conselhos que nos são dados vão parar no nosso inconsciente, território bastante capaz de causar muita destruição se você não "gerencia" o seu eu, suas emoções.
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Caso contrário (Quando não a tornamos mestre) a dor produz zonas de conflito, uma plataforma de janelas killers, portanto será inutil, algoz, destruidora. Destrói a busca pela excelência em seus amplos aspectos (Cury).
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Ou seja, caimos nos mesmo erros que cometemos, nos tornamos traumatizados, coitadinhos, perseguidos, sem sorte. Não existe coitadinhos. Não se engane! Desenvolva-se, dê o braço a torcer, suicide o seu ego e afogue o seu orgulho em todas as lágrimas que já derramou. Jogue os dados como sempre jogou e aproveite esse tempo para revolucionar sua maneira de ver a si mesmo e fazer o bem a quem você gosta.
Gostei do que escreveste...voltarei sempre. Obrigada pela tua visita!
ResponderExcluirJinhos