O medo gera a dúvida, que gera o medo, que te impede de tentar, de correr risco, e este sentimento faz você perder horas sonhando, idealizando, pensando no que fazer e você não realiza nada, não faz nada, fica trancafiado em uma redoma de segurança, até que morre de velhice, sem nunca ter provado o doce sabor da vida porque não acreditou em você, foi pessimista, se julgou insuficiente. Sem nunca saber o que foi que veio fazer aqui. Chegando lá em cima, terá novamente medo de voltar, porque é seguro demais. Como diz, em uma crônica, Fernando Veríssimo: “quem quase morreu está vivo e quem quase vive já morreu”. Não tenha medo do novo, do que não conhece, de experiências novas, se você não precisa disso, não sei o que fazes aqui.
Não deixe que o medo te prive da adrenalina de saltar de bang-jump por receio da corda arrebentar, de para-quedas pensando que algum acidente pode acontecer, ou que alguma peça pode afrouxar ou um urubu pode se chocar contra você. É justamente por isso que é tão gostoso. Só não alimente esse medo quando estiver lá em cima por favor. Não deixe que o medo tire o risco do não, porque a vida não é feita de certezas absolutas. Seja amigo do medo, use-o! tenha medo de perder o medo, mas não tenha medo de perder, pois aí sim, poderá perder muitas coisas!

O medo é como o sal... tem que se usar "quanto baste" para que não nos tornemos corredores de riscos desnecessários, mas também para que não sejamos completamente travados de novas descobertas na vida...
ResponderExcluirUm beijo para ti... Continuação de um bom trabalho no "Rosa dos Ventos"
gostei disso alice. Como sal!
ResponderExcluirbeijão.